domingo, 30 de dezembro de 2012

8º Capítulo



Olá minhas lindas, então primeiro desculpem pela demora em postar, segundo, a parte do Rodrigo e da Mariana é da autoria da Mónica, e terceiro, eu acho que isto está um pouco confuso até porque este capítulo foi escrever, apagar, escrever apagar, mas o que é certo é que me ocupou 12 páginas de word. Deixem comentários com as vossas opiniões que são sempre super importantes como sabem.
Beijinhos

 
(Inês)

Ele perguntou-me se podíamos ir passear primeiro e eu automaticamente disse que sim, a corar, como já é normal em mim, e não consegui deixar de sorrir.

Sentia que estar com ele era cada vez mais especial, chegámos ao destino e não pude deixar de me surpreender era um jardim verdadeiramente lindo.

- Gostas?

- Adoro, mas porque me trouxeste aqui?

- Porque é um sítio especial para mim, e tu és especial para mim por isso faz todo o sentido.

E pronto lá está a Inês vermelha de novo, ai meu deus só ele para me por neste estado.

(Matic)

Ela corou e eu mais uma vez senti-me nas nuvens, ela é linda de qualquer maneira mas aquele vermelho nas bochechas dela, derrete-me mesmo.

Neste momento estávamos apenas de olhar fixo um no outro, e o que mais me apetecia era beijá-la, mas não o fiz porque tenho a certeza que ela o recusaria.

Passou muito pouco tempo e embora eu estivesse fixado nela desde o primeiro dia não queria dizer que ela também o estivesse, infelizmente.

(Inês)

Decididamente este tempo de olhos postos nele fizeram-me tirar todas as dúvidas que eu pudesse ter, era realmente mais do que amizade, mas assim tão rápido?! Pronto, lá vem o medo de sofrer.

- Vem comigo. – ai aquele toque, como era possível estar uma noite tão fria e ele estar tão quente?!

- Matic, o que estás a fazer?

- Quero que me conheças melhor.

- A partir de uma caixa?

- Dentro dela tens algumas coisas que fazem sentido na minha vida, podes abrir.

- Antes disso, porquê esconde-la aqui?

- Porque é um jardim lindo e escondido, que praticamente ninguém conhece e faz quase traseiras com a minha casa, o que faz com que se tenha tornado no “meu canto”.

- E tens a certeza que queres que eu a abra?

- Absoluta.

- Então vamos a isto.

(Matic)

Vi-a tirar de lá uma bola de futebol logo em primeiro lugar e assim que lhe pegou deu uma gargalhada.

- Óbvio que tinha de estar uma bola.

- Claro, é a minha vida.

- Uma foto do estádio da luz, que giro.

- Tornou-se a minha segunda casa.

- Um perfume. – Soltou um pequeno riso – para quê um perfume?

- Para saberes o que uso e dares-me nos anos.

- Engraçadinho.

- Outra foto, deduzo que sejam os teus pais.

- Sim.

- Porque é que está aqui uma foto minha?

- Porque agora fazes parte, aliás é nela que se baseia neste momento a minha vida.

(Inês)

Já não queria saber de sofrimento ou rapidez do sentimento por ele, naquele momento senti-me especial, senti-me verdadeiramente importante. Naquele momento era eu e ele, não podia desperdiça-lo e beijei-o de uma forma como nunca tinha beijado ninguém, eu adorava-o, estava ciente disso, e queria que ele também estivesse.

Desatei a correr dali para fora e como a casa dele era relativamente perto da minha senti-me rapidamente como que segura, estava verdadeiramente nervosa. Ok pensando melhor fui estupida, não devia tê-lo deixado ali sem saber como ficamos mas o problema é que eu também não sei. Adormeci a pensar nisto. Tinha aulas de manhã, tomei o pequeno-almoço e segui para a faculdade. Sempre com o pensamento preso na imagem dele. Eu tinha mesmo de resolver as coisas com ele.

***

(Joana)

Não fazia ideia de que o Javi soubesse cozinhar tão bem, mas o que é certo é que sabe e fizemos uma lasanha de comer e chorar por mais, e enquanto púnhamos a loiça na máquina de lavar, eu sentia o seu olhar posto no meu de uma maneira penetrante, o que me fez olhar rapidamente para todo o lado menos para ele.

- Porque é que estás a evitar olhar para mim Jú?

- Não estou a evitar, tu estás é muito atiradiço para o meu gosto. – Não sei se estava a tentar convencê-lo a ele ou a mim própria.

- Ai é? Então e o que pensas disto?

(Javi)

Tentei beijá-la, mas a verdade é que ela pôs o seu dedo por cima dos meus lábios, impedindo que estes tocassem nos seus.

- Nem penses que é assim tão fácil Javi. – Disse-me piscando o olho e voltando-se em direcção à porta.

- Já vais?

- Sim, amanhã tenho aulas e tu treino, e tenho sono, muito sono.

- Hum, está bem, - tentei mais uma vez roubar-lhe um beijo, mas ela é demasiado perspicaz e virou para mim a sua bochecha.

Ela saiu e fechei a porta, só conseguia pensar que aquela mulher fascina-me a todos os níveis, e está decidido, ela tem de ser minha.

***

(Mariana)

Não consegui deixar de pensar no Rodrigo. Desde que abandonei o seu carro, à porta de minha de minha casa, e me despedi dele com um sorriso, não consegui deixar de pensar nele. Primeiramente, o seu físico, nada de exagerado, um corpo atlético e bonito, o seu rosto, o seu sorriso incomum e simplesmente contagiante, o seu olhar meigo e brilhante… Tudo nele me cativou, me atraiu. Mas depois de o conhecer, de passar a noite inteira a falar com ele, ainda mais maravilhada fiquei. A sua personalidade era simplesmente… tudo o que sentia falta. Atenção, simpatia, carinho, alegria… há muito que pretendia encontrar alguém assim, com quem pudesse partilhar grandes momentos… Nessa noite, penso que sonhei com ele. Não me recordo ao certo, mas que acordei com o sussurro do seu nome a invadir a minha mente, acordei. Senti isso de uma forma estranha, mas boa.

Após me ter arranjado e tomado rapidamente o pequeno-almoço, saí para ir para a Faculdade, apesar de só ter aulas da parte da tarde não me apetecia nada estar em casa. Lá encontrei a Sara, a Catarina e a Daniela e decidimos ir almoçar as três com o resto das meninas, visto que a Daniela disse que tinha já almoçado.

Pareciam estar todas um pouco aluadas à hora de almoço. Todas com sorrisos na cara, olhares distantes… Sinais de que a distração se tratava de rapazes. Não que eu pudesse dizer alguma coisa… No instante que decidi que tinha de abstrair-me de pensar no Rodrigo a cada minuto, recebi uma mensagem dele.

De: Rodrigo

Para: Mariana

’Oi! Mandei mensagem só para saber como estás e aproveito para dizer que adorei jantar contigo e conhecer-te melhor.
E agora posso pedir uma coisa? Posso- te ir buscar à Faculdade para ir-mos lanchar? Já que tens Faculdade amanhã de manhã, aproveitamos a tarde? :p

Beijo’

Pronto. Desisti de deixar de pensar nele antes sequer de ter conseguido começar. Ele é tão querido que não consigo cumprir esse pequeno desafio. Mas também, que mal é que tem? Eu só penso nele, e pensar não implica mais do que… pronto, se pensar nele, vai ocupar-me todos os movimentos…

Andreia – Bem, hoje é o Dia Nacional dos Sorrisinhos e de Estar Distraído o Dia Todo, e ninguém me disse nada?

Diana – O quê?

Andreia – Finalmente alguém ouviu que eu estou aqui!

Diana – Oh, até parece. Nós sabíamos que estavas aqui.

Andreia – Pois sabiam, agora prestar-me atenção é que já não fizeram!

Sara – Oh, desculpa princesa, foi sem querer. Andamos ocupadas com alguma matéria mais difícil.

Andreia – Ocupadas com uma matéria mais difícil, mas estavam todas a sorrir? Não me parece que seja bem isso, mas não interessa. Eu tentei perguntar-vos quem é que aceita ir lanchar lá a casa depois da Faculdade?

Inês – Eu aceito.

Sara – Eu também vou.

Daniela – Vamos só nós?

Andreia – Pois, bem me parecia… Não, os rapazes também vão lá lanchar.

Daniela – Bem, então eu vou.

Diana – Tu queres é ver o caracóis e não tens coragem de dizer!

Daniela – Preciso mesmo de falar com ele! – Disse um pouco em baixo.

Andreia – Mas está tudo bem?

Daniela – Mais ou menos, mas tenho de esclarecer algumas coisas com ele…

Andreia – Então e quem é que vem mais?

Joana – Eu vou. E tens de me contar o que se passou depois ouviste? – Disse baixinho virando-se para a Daniela.

Andreia – Boa! E tu Catarina, vens?

Catarina – Desculpem, mas não. Tenho umas coisas para fazer e não podem esperar.

Andreia – Bom, se não podem esperar mesmo, está bem. Então e tu Mariana?

Sara – Parece que ela continuar a disfrutar do tal Dia Nacional… - riu, constatando que a Mariana ainda não voltara a sua atenção para elas.

Inês – Mariana! – chamou, dando-lhe um pequeno toque.

Mariana – Hã?! – respondeu, sobressaltada. – Desculpem, estava distraída a pensar.

Joana – A pensar no quê, assim tão concentrada?

Diana – Ou em quem..

Mariana – Oh Diana, deixa de ser chata, ou queres que mencione um nome ao qual não és indiferente?

Andreia – Meninas, vá, já chega desta conversa que tenho de saber quem vai porque vou ter de ir embora.

Mariana – Quem vai onde?

Andreia – Onde eu estava a tentar perguntar-te. Vamos todos lanchar lá a casa, os meninos também. Vens?

Mariana – Ah, não tenho a certeza. Mas podes ir-te embora que daqui a nada já te mando uma mensagem a confirmar.

Andreia – Está bem. Então pronto meninas, até logo, beijinhos!

Sara – Ai, que eu vou ter com o meu Fábio! – A Andreia simplesmente lhe faz uma careta e ri, saindo.

Daniela – Bom meninas, e nós vamos andando, não? – Sugeriu, ao que todas acederam.

Durante o caminho de regresso à Faculdade, a poucos metros de distância do local, Mariana pega no telemóvel e envia uma mensagem a Rodrigo.

De: Mariana

Para: Rodrigo

‘‘Olá, Comigo está tudo bem, e espero que contigo também. Eu também gostei muito do jantar e de conhecer, és muito querido $: Em relação ao lanche, a Andreia convidou-nos a lanchar em casa dela e diz que os rapazes também vão, por isso talvez pudéssemos ir e depois disso íamos dar uma volta, o que achas?

Beijinhos’’

(Rodrigo)

Ela ainda não me tinha respondido e eu já estava a começar a pensar que ela nem queria mesmo mas acabei por receber uma mensagem dela, com uma sugestão um pouco diferente mas que me agradava mais, pois passaria mais tempo com ela. Respondi que aceitava a mudança e depois de algum tempo passado a trocar mensagens eu acabei por ir jogar playstation até chegar na hora do treino, visto que ela tinha de voltar para as aulas da Faculdade.

O treino não foi muito puxado e mesmo se tivesse sido não ia tirar a minha boa-disposição. Passado algum tempo, encontrámo-nos e seguimos até à casa da Andreia para o tal lanche. As meninas já estavam lá e os meus olhos apressaram-se a procurar a Mariana, que logo me sorriu.

Mariana – Olá! – Sorriu.

Rodrigo – Finalmente! – Ambos sorriram e acabaram por juntar-se ao restante grupo.

O lanche foi feito entre inúmeras gargalhadas e grande animação.

David – É verdade, Andreia, ia-me esquecendo! O Nolito não pôde vir mas ele agradeceu o convite!

Andreia – Está bem. Mas porque é que ele não pôde vir?

Rúben – Ele disse que tinha umas coisas para fazer, mas acho que não foi só isso, agora mais também não sei!

Mariana – Bem meninos e meninas, eu vou andando!

Rodrigo – Eu também vou gente! Aproveito e levo-te, Mariana, queres?

Mariana – Sim, pode ser.

Andreia – Então pronto, até amanhã, e obrigada por terem vindo!

Mariana – Obrigada é pelo convite!

Rodrigo – Isso mesmo, obrigado pelo convite Andreia!

Andreia – De nada!

Mariana – Então vá, até amanhã pessoal!

Rodrigo – Tchau gente!

Todos nos despedimos e nós os dois dirigimo-nos até ao meu carro.

Mariana – Não levas a mal não ter dito que íamos dar uma volta? É que, eu sei como é que elas são, ou até mesmo eles, então ao Rúben e ao David não há quem os ature quando começam a mandar as piadas deles, e não me apetecia ouvi-las, percebes? Não é nada contra ti ou assim, só não queria levantar poeira onde existe algo que deve permanecer claro.

Rodrigo – Eu entendo-te, não precisas de te preocupar. Para falar a verdade, eu também não queria estar a ouvi-los a zoarem as nossas cabeças com coisas que não existem…

Mariana – Obrigada – sorriu.

Rodrigo – Não tens que agradecer.

Mariana – Então e vamos onde?

Rodrigo – Onde tu quiseres!

Mariana – Podemos ir até ao Parque das Nações?

Rodrigo – Já disse que nós vamos onde tu quiseres! Por isso, o Parque das Nações espera-nos!

***

(Diana)

Quando parámos com aquelas trocas de beijos, só tive tempo de dizer ao Rúben a palavra “amo-te” para voltar a beijá-lo de novo. Por mim estaria assim até ao fim da minha vida.

(Rúben)

Ela disse que me amava e logo de seguida voltou a juntar os nossos lábios e eu não pude deixar de sorrir, eu era completamente apaixonado por aquela rapariga.

(Diana)

Por muito que quisesse continuar tive de separar os nossos lábios pois eu não sabia ao certo como estavam as coisas.

- Como ficamos agora Rú?

- Como sempre estivemos Di.

- Ah ok, então é para esquecer o que aconteceu certo? – acho que nesse momento tinha os olhos a encherem-se de lágrimas. Ele disse aquilo com a cara mais séria do Mundo.

- Não tonta, continuamos como sempre estivemos mas com um pormenor.
- Pormenor?

Ele ajoelhou-se e pegou na minha mão, limpando as lágrimas que entretanto caíram.

- Queres ser a minha namorada?

- Levanta-te seu tonto, e claro que quero, amo-te, amo-te, amo-te.

A noite passou. Levantei-me, tomei o pequeno-almoço e segui para a faculdade, tinha aulas e ele treino. Ainda nem estava bem a acreditar no que tinha acontecido. Depois de sair das aulas eu e o resto das meninas encontrámos a Sara, a Catarina, a Mariana e a Daniela. A Andreia deu a ideia de ir-mos lanchar com os rapazes. A Catarina e o Nolito não foram, mas apesar disso foi divertido, quer dizer, dentro do possível porque o Rúben reagiu comigo como se fossemos apenas amigos, como se tivesse vergonha de mim. Senti o meu coração a mirrar cada vez mais a cada minuto que passava.

***

(Daniela)

Levantei-me com uma enorme vontade de ir ver o David no caixa e assim foi, despachei-me o mais rápido que pude e fui em direcção ao seixal.

Enquanto decorria o treino mandei uma mensagem à Joana, eu sabia que só ia ter resposta daí a algum tempo visto que ela estava na faculdade, mas queria contar-lhe tudo à cerca do David sem que ela me interrompesse, daí a mensagem ter sido o melhor recurso que arranjei.

Desviei várias vezes o olhar para o David e ele acenou-me e sorriu para mim tantas vezes que já todos os outros jogadores se metiam com ele.

Chegou o fim do treino e fiquei à espera do David nas bancadas.

- Olá Dani.

- Olá David.

- Vamos andando?

- Sim, claro, mas eu à tarde tenho aulas na faculdade, não posso demorar muito.

- Tudo bem, vamos almoçar e depois eu levo-te.

- Deixas-me lá perto, não quero um monte de fãs atrás de ti.

- Ciúmes Dani?

- Não, mas pronto, depois não me deixam em paz, tu sabes.

- Sim sim, sei. – Ele gargalhou, ele não estava a acreditar nem um bocadinho, mas é óbvio, estava cheia de ciúmes, não iria era admitir, pelo menos para já.

(David)

Ela estava cheiinha de ciúmes, tenho a certeza e naquele momentoso queria beijá-la, mas não podia, não ia atirar-me assim completamente de cabeça.

O almoço passou-se rápido, cada vez temos mais temas de conversa o que faz com que as horas pareçam meros minutos.

Fui levá-la à faculdade, quer dizer, perto, porque quando ela ateima, ateima mesmo, mas a verdade é que mal ela saiu do carro veio um rapaz que lhe espetou um beijo, e eu fiquei literalmente para morrer.

***

(Sara)

De manhã, depois do treino ele veio a minha casa e beijei-o, senti que tinha de o fazer. Amo-o, amo-o de verdade, não quero perdê-lo por nada.

Naquele momento ele afastou os nossos lábios e senti que a aceleração da sua respiração condizia perfeitamente com a minha.

(Nelson)

Encostei a minha testa na sua e pedi, o mais rápido que pude, porque precisava realmente de voltar a beijá-la.

- Namora comigo Sara.

- Namoro pois, mas para já vamos com calma, eu só conto à Andreia porque é a minha melhor amiga, não lhe escondo nada.

- Aceito a condição, quero-te na minha vida mais do que tudo princesa. AMO-TEE – gritei.

- Nelson, passaste-te?

- Tinha de fazer isto, sou louco por ti.

- Amo-te mesmo.

- Eu também te amo e muito.

- O treino correu bem?

- Sim, corre sempre, tinhas era de ver os sorrisos entre o David e a Daniela.

- Ela estava lá? Oh, assim tinha ido também.

- Amor, tinhas de dormir, o treino foi cedo.

- Está bem paizinho.

(Sara)

- Paizinho? Paizinho? – Dizia ele enquanto me fazia cócegas e dava beijinhos nas bochechas.

- Mas o que se passa aqui?

- Mãe?

- Eu perguntei o que se passa, e quem é este sara? Os seus pais vão viajar e é logo isto? Que falta de respeito.

- O quê? Vocês nunca me ligaram nenhuma, é sempre a porcaria das viagens. O que passa? O que se passa é que me apaixonei e o rapaz a quem chamou ESTE, tem nome e chama-se Nelson.

- Sara está a ser injusta. Nós sempre nos preocupámos.

- A sério mãe? A mãe sabe por acaso que estou na faculdade? No meu curso de sonho? Nunca me apoiou na minha decisão de querer economia, sempre quis que eu seguisse o SEU sonho e o do pai, não me venha dizer que se preocupa.

(Nelson)
Começaram a cair as lágrimas na cara da minha princesa. Eu não aguentava vê-la naquele estado, corroía-me por dentro. Ela puxou-me, bateu com a porta e pediu para a deixar na faculdade que depois me ligava e assim o fiz, contrariado, porque queria estar com ela, protegê-la, no entanto percebi-a.

***

(Fábio)

Amo acordar ao lado da minha princesa. Dormia numa paz incrível, até me custou acordá-la mas teve de ser visto que o dever chamava. Tomámos o pequeno-almoço juntos, deixei-a na faculdade e segui para o seixal.

(Andreia)

Quando o meu amor acabou o treino, foi-me buscar à faculdade e levou-me a almoçar, quando fomos para casa e estávamos literalmente enroscados um no outro o meu lado maternal despertou.

- Amor, tu queres ter filhos comigo?

- Claro amor, nem nunca pensei de outra forma.

- E se fosse menina, como gostavas que se chamasse?

- Hum, gosto de Catarina ou Mariana, mas óbvio que o meu favorito é mesmo Andreia. – corei – e se for rapaz?

- Eu gosto de Rodrigo e Bernardo, mas amo Fábio, não sei é bem porquê. – agora tinha sido a vez de ele corar e dar-me um beijo ao de leve nos lábios.

(Fábio)

- Amo-te princesa.

Puxei-a para mim e comecei a beijá-la mais intensamente.

- Vamos começar a trinar amor.

- Ai que parvinho. Amo-te.

- Para a eternidade princesa.

- Sim e eu a ti, mas agora vou para a faculdade que tenho de falar com as meninas, depois ligo-te amor.

- Hum está bem amor.

(Andreia)

Segui em direcção à faculdade e elas tinham combinado ir almoçar, mas como eu já o tinha feito juntei-me só a elas e convidei-as para o lanche com os rapazes.

O lanche correu bem tirando o facto de ninguém ter percebido ao certo o porquê da Daniela e do David agirem tão estranhamente um com o outro.

***

(Nolito)

Estava a conquistar a confiança da Catarina e estava prestes a conseguir aquilo que precisava desde que a conheci e no entanto teve de aparecer a Tatiana e estragar tudo. Quando a senti beijar-me e empurrei-a e vi a Catarina a correr dali para fora e só tive tempo de me levantar e ir atrás dela, mas ela entrou num táxi e não fazia ideia de para onde ela iria, só me restou sair dali e ligar-lhe, tentar com que ela me ouvisse.

(Catarina)

Só queria chegar a casa e chorar, chorar tudo. Não queria nem ver, nem falar com ninguém. Sentia que me tinham tirado a vida no momento em que vi aquela #?#!*

Beijar aquele que eu já considerava meu homem. Agora sim tenho 100% certeza que gosto dele. Infelizmente gosto dele.

O meu telemóvel não parava de tocar, era sempre o Nolito que de certeza se queria explicar e tudo o que eu menos queria era ouvir fosse o que fosse, mas ele não parava de insistir, e acabei mesmo por atender.

- Não fales, por favor, deixa-me falar tudo e depois decides o que fazer. A Tatiana é minha ex namorada e namorámos para aí quatro meses, sim uma coisa horrível, eu sei, mas foi porque ela namorava comigo e com mais dois ou três. Quando descobri acabei tudo por ali, não queria mais viver com aquela mulher do meu lado e pedi-lhe, quer dizer, exigi-lhe que não me procurasse, mas eu não pude prever isto, ela não tem consciência das coisas. Eu não quero perder-te Catarina, por favor, eu não tive culpa.

- Já chega Manuel.

- Catarina espera, eu amo-te, achas mesmo que te queria fazer sofrer?

(Nolito)

Ela desligou. Nunca me tinha chamado pelo meu ‘verdadeiro’ nome. Ela está a sofrer a sério, mas caramba eu também estou. Deixei-me deslizar pela parede até chegar ao chão e não contive mais as lágrimas.

(Catarina)

Decidi ir para a faculdade. Algumas delas já lá se encontravam e eu queria distrair-me, pus o meu melhor sorriso e lá fui meter conversa. A Andreia combinou um lanche mas não dava, não aguentava a minha máscara muito mais tempo. Tinha de estar sozinha e não podia correr o risco de o encontrar lá. Não iria ter força, iria tudo descambar.

4 comentários:

  1. Olá! :)
    Só tenho duas palavras
    QUERO MAIS!!!
    Beijinhos
    Rita

    feliz 2013 ;)

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  2. Antes de tudo, desculpa só comentar agora princesa, mas acredita que só vi que tinhas publicado o capituloagora :s
    O capitulo está completa e absolutamente perfeito, juro-te que foi o que pensei assim que começei a lê-lo!
    Obrigada por me deixares ajudar-te no capitulo e por agora me teres atribuido o casal Rodrigo e Mariana! É um enorme enorme prazer escrever contigo! E foi ainda maior conhecer-te! Gosto muito de ti!

    Beijinhos*
    Mónica

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  3. Olá :D
    Desculpa só comentar agora, mas tenho andado com pouco tempo para ler e escrever.
    Gostei muito!
    Continua ;)
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Olá !
    Está perfeito!
    Amo as histórias dos casais todinhos! Tirando rsta ultima que está complicada! Esoero que se entendam!
    Vou ler o proximo!

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